Uma das melhores e piores experiências que já tive. Para não acabar o encanto do lado positivo, vou começar pela parte não tão boa.
OBS: Pra quem não sabe o que é ou como conseguir um work exchange, fiz um post falando sobre:
A pior experiência foi justo essa do post 😔
Decidi ter uma experiência em um hostel, pois precisava melhorar o inglês e achei que seria uma forma mais interessante que em uma sala de aula - e de fato é.
EXPERIÊNCIA NO HOSTEL I
Quando cheguei, a minha host me passou a chave do meu quarto, que tinha um banheiro privativo, e me explicou um pouco do funcionamento to hostel. Depois disso, me levou para fazer as compras no supermercado e informou o horário que começaria a trabalhar no dia seguinte. Além de mim, o hostel tinha uma funcionária que era responsável pela limpeza dos quartos e forros de cama.
O principal atrativo da região é Croagh Patrick, uma montanha de 764 metros que é um importante local de peregrinação dos devotos de St. Patrick. Por isso, o público era bem familiar - crianças e idosos - e o tempo de estadia era de uma noite. Devido a isso, acabava que nem tinha muito contato com os hóspedes, que chegavam para subir a montanha, chegavam cansados para dormir e logo cedo partiam. Não atendendo ao meu objetivo de praticar o inglês.
No primeiro dia, ajudei a colocar e tirar o café-da-manhã, a limpar as áreas comuns, cumprindo as 6h diárias. Minha host me convidou a acompanhar sua família ao "Bog", aceitei sem nem ter a mínima ideia do que danado era isso e acabei feito muito bem. Antigamente, antes de ter aquecedores elétricos, as famílias utilizavam o Bog para queimar e se aquecer. É um trabalho bem pesado que consistia em fazer os blocos, depois de secos, formar as pilhas para secar os outros lados e depois levar para o local que seria armazenado. Poucas famílias mantém essa tradição e pode servir de ideia para prática de turismo de experiência, se é que já não ocorre em alguma outra parte.
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| Bog |
No segundo dia, minha host após o trabalho, minha host se ofereceu para me levar para o centro da cidade e se comprometeu a me buscar as 18h. Fiquei encantada com Westport! É uma cidadezinha bem pequena, mas toda florida e bem estruturada. Depois do passeio, fui ao nosso ponto de encontro e deu 18h, 19h... ela ligou informando que iria atrasar....deu 20h... começou a fazer frio - não estava com roupa apropriada para isso e meu celular ficando sem bateria - liguei pra ela e falei que estava ficando sem bateria e estava frio. 20 min depois, ela chegou e e começou a reclamar dizendo que tinha feito um favor de me levar até o centro e ainda deixado o trabalho para ir me buscar e eu não tinha o direito de reclamar. SINAL DE ALERTA!
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| Westport |
No terceiro dia, ela me levou para uma das casas que eram alugadas por temporada e informou que teria que passar as roupas que ela iria trazer. Pensei que era coisas do hostel, mas foram roupas da sua família. Passei as 6h passando, ela chega para conferir e ao pegar a camisa do marido dela solta "você acha que o meu marido vai trabalhar usando uma camisa passada desse jeito? já coloquei outras meninas que vieram pensando que iriam só passear embora, porque para mim é um custo muito alto para ter alguém que não passa nem uma camisa direito. Vou mostrar como é que faz e o padrão que eu quero" Ela foi passar e percebeu que o ferro estava ruim. SINAL DE ALERTA MÁXIMA!
No quarto dia, ela me conseguiu outro ferro e depois que passei tudo no "padrão desejado", fui e subi a montanha de St. Patrick. Nossa! 4h de subida e 2h de descida em um caminho de pedras. Acabei me inserindo em um grupo que estava subindo ao mesmo tempo que me ajudaram a ter forças para chegar ao topo. Já na metade do caminho estava encantada com a beleza do lugar. Do topo, conseguia ver todas as pequenas ilhas da região... uma vista espetacular! Ao voltar para o hostel, recebi a resposta de um outro host informando que eu poderia ir para lá se quisesse.
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| Croagh Patrick, |
No quinto dia, ela me passou mais roupa para passar. Terminando o trabalho, informei que havia cumprido a jornada de 6h, por 5 dias e já não poderia continuar. Agradeci e segui meu caminho em direção a Skibbereen, Condado de Cork.
EXPERIÊNCIA NO RUSSAGH MILL HOSTEL
O Russagh Mill é um hostel mais do estilo backpackers. Paul (o host) me aceitou como um grande pai na sua grande família, pois era assim que ele considerava todos que trabalhavam ali. Além de mim, tinha mais 3 helpex (um francês, uma francesa e um irlandês), ou seja, tinha que falar inglês. Nesse hostel, teria que trabalhar 4h por dia, 6 dias por semana. A organização dos horários e distribuição das atividades ficou por conta nossa, helpex, só tínhamos que, ao final do dia, realizar todas as atividades do check-list (lavar os banheiros, trocar os forros de cama, limpar as áreas comuns etc.) e deveria ficar, ao menos, 1 pessoas disponível para atender os hospedes em todos os horários. Paul comprava tudo que solicitávamos com relação a alimentação e ficávamos alternando na cozinha e o almoço e jantar preparávamos para todos e colocávamos a mesa
No hostel, tem um jardim onde costumávamos acender uma fogueira, os meninos pegavam o violão, gaita, acordeon... e era o momento que socializar com os hóspedes. Aí conheci e me apaixonei pelas vibrantes músicas irlandesas, uma delas, faz referência ao Bog hehe Aprendi até a fazer tricô com eles.
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| Russagh Mill Hostel |
O grupo aumentou quando o filho de Paul chegou para passar as férias (pense num menino esperto e carinhoso) e uma outra francesa, viajante motoqueira, veio para ser helpex também.
Passei 3 semanas em Skibbereen, teria passado mais se já não tivesse com passagem comprada para outro destino.
Nesse tempo, Lucie (a primeira francesa) virou minha companheira de aventura. Eu sou uma metida a aventureira, mas não tenho nenhum preparo físico haha As distâncias dos atrativos eram muito grandes, assim que para chegar nos cantos pegávamos a bike, que Paul deixava a nossa disposição, ou caminhávamos uns 40 min no mínimo. Quando podia, Paul nos dava uma carona também.
Meus lugares favoritos?
Baltimore: de onde saia o ferry para as ilhas como Long Island habitada por comunidades tradicionais que ainda fala o gaélico ou um inglês um tanto diferente
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| Baltimore |
Lough Hyne: um lago marinho que fica ao lado de um monte. Nesse dia, ficou apenas um de nós no hostel e subimos o monte com uns hóspedes para ver o pôr do sol e, ao descer, alguns enfrentaram o frio e nadaram na água gelada. Para os não corajosos, como eu, admirar os pontinhos luminosos na água já valeu a pena.
Nos sábados, no centro da cidade, há uma feira de artesanato, comidas típicas e orgânicos. Um autor local chamado Kieran McCarthy sempre expõe seu livro, Looking for Lough Ine, que é adaptado no lago.
Outros lugares visitados: Praia de Traguna, Knockdrum fort, Rosscarbery (Coppingers court), Rock pool
As coisas sempre acabam dando certo no final :) Não ou dizer que tudo foram flores. Quando se trata de pessoas e, principalmente, de cultura distintas acaba sempre havendo divergências. Mas, nada que um bom diálogo não resolva. Ah...um dos helpex roncava... coisas que temos que lidar.
Para quem pensa em fazer work exchange, aconselho buscar o máximo de informação sobre o local, ir de cabeça aberta, mas ter um plano B caso o lugar escolhido não atender as expectativas. No mais, vale salientar que os hostels não aceitam que entre em contato direto com eles. Então, tem que se inscrever no site e fazer o contato pelo chat de lá (expliquei e deixei o link no outro post).
See you!







Agora vai ser mais fácil ir.. Obrigada pela ajudaa.
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